Apuração da Polícia Federal revela que dados de conta do senador estavam vinculados a empresa de advogado
Redação
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E-mails obtidos pela Polícia Federal e divulgados pelo portal UOL neste sábado (10) mostram que uma conta bancária em nome do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) estava vinculada ao perfil administrativo de uma empresa do advogado Willer Tomaz, investigado por lavagem de dinheiro no esquema de desvios no INSS.
De acordo com a apuração, em maio de 2025, uma funcionária do escritório de Tomaz solicitou ao Santander a remoção de uma conta identificada como “Flávio Bolsonaro” do sistema de acesso gerido pelo advogado.
Na mesma época, o banco confirmou a exclusão. A documentação aponta que a conta do senador compartilhava o mesmo acesso administrativo da Alcazar Holdings, empresa de Tomaz sediada em Portugal.
Apesar dos registros, a investigação ressalta que os e-mails não comprovam, por si só, movimentações financeiras ou recebimento de recursos ilícitos pelo parlamentar.
Voos executivos e defesa de Flávio Bolsonaro
A PF também identificou que empresas de Willer Tomaz no exterior (Alcazar Holdings e Cathedral Holdings) financiaram deslocamentos em jatos executivos utilizados por Flávio Bolsonaro e sua família entre 2024 e 2025, incluindo voos internacionais na Europa e entre os Estados Unidos e o Brasil.
Uma das aeronaves utilizadas possuía ligação com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Em nota enviada ao UOL, Flávio Bolsonaro negou as acusações. O senador afirmou que nunca manteve conta bancária administrada por Willer Tomaz ou por suas empresas, classificou as informações como falsas e atribuiu a divulgação a interesses eleitorais.

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